sexta-feira, 18 de outubro de 2013
DADOS
Marli T. Ecker, formada em Pedagogia Séries Inicias, Educação Infantil, Educação Especial, Pós em Psicopedagogia. Atualmente sou acadêmica do curso de Sociologia- PARFOR- UNOCHAPECO.
No momento atuo com professora em uma Sala de Recuso-SAEDE na EEB. Tancredo de Almeida Neves da rede estadual de Santa Catarina.
No momento atuo com professora em uma Sala de Recuso-SAEDE na EEB. Tancredo de Almeida Neves da rede estadual de Santa Catarina.
CIDADE CHAPECÓ- SC
Chapecó é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Considerada a capital brasileira da agroindústria e capital catarinense de turismo de negócios, foi totalmente planejada, e seu traçado é em forma de xadrez. Com uma população estimada em 198.188 habitantes, está localizada no Oeste Catarinense, na inserção da bacia hidrográfica do rio Uruguai, cujo curso define a divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Os municípios vizinhos são, basicamente, antigos distritos desmembrados, como Cordilheira Alta, Seara, Xaxim, Coronel Freitas, Guatambu e Nova Itaberaba.
Chapecó tem 626.060 km²7 . Os indicadores sócio-econômicos da cidade estão entre os mais elevados do país, possuindo um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0.790, sendo o 67º maior IDH municipal do Brasil e o 12º de Santa Catarina.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Goergen,
Pedro.Pós-modernidade, ética e educação.-2ª.ed.
revista-Campinas, SP: autores associados, 2005.-(Coleção polêmicas
do nosso tempo;79)
A educação de modo geral é influenciada pela sociedade em
diferentes esferas, sejam elas sociais, históricas, políticas,
econômicas, culturais e outras. Nesse meio a relação da ética com
a educação é muito forte, onde o eixo central é o homem. Os
avanços sociais influenciaram a ação do ser humano, o seu
comportamento, os seus valores e sua dignidade enquanto cidadão e
com isso muitas coisas se perderam, a ação/intervenção desmedida
torna-se um dos problemas centrais da ética e da humanidade.
Para Goergen, (2005, p.01) o homem vive o distanciamento dos
princípios éticos antigos, referentes a realidades históricas do
passado e a carência de novos sentidos e valores, onde a capacidade
da razão humana aliada à técnica parecem não ter limites e o uso
correto da razão configura-se como garantia de progresso e
bem-estar, elencando a essa modernidade o desenvolvimento
tecnológico, como base fundamental para a demanda da sociedade em
evolução, o projeto moderno, sintetiza-se pela fé na racionalidade
e no progresso, sem dar conta da fragmentação que o ser humano se
encontra.
Capítulo I: Da crítica à negação da razão moderna
A busca por mudanças, novos caminhos, novos pricípios requer uma
convivência social que norteia de forma democrática e justa.
Revendo a concepção do novo ethos, acredita-se que é
através da educação que o homem amplia sua relação com o social
e o solidário- denominando a relação entre a ética e a educação
no contexto pós- moderno, visando as implicações para o campo
pedagógico e ético do debate entre modernidade e pós-modernidade.
As influências do movimento epistemológico representado pela
política da Revolução Francesa deteve sua base material através
da Revolução Industrial com base em ideias, ciência deveria levar
o homem a sua emancipação e liberdade. Na concepção de Adorno e
Horkheimer os homens querem conhecer a natureza para dominá-la e
dominar os prórios homens, adquirindo uma capacidade capaz de obter
resultados concretos, surgindo a máquina, a qual subtitui o homem.A
superioridade do homem está no saber/conhecer, mas essa
racionalidade capaz de conhecer e de transformar já não reconhece
mais limites e “não se detém ante a destruição da natureza, da
escravização da criatura e da manipulação do próprio ser humano”
(p.20)
O novo modelo de racionalidade que se apresenta não leva mais em
consideração sistemas de valores morais e estéticos para a tomada
de decisões, visto que a racionalidade técnica que se apresenta
carrega em si apenas um objetivo “a essência do novo saber que
perfaz a superioridade do homem está na técnica.. A racionalidade
técnica não é capaz de reconhecer seus próprios limites e
“volta-se para o domínio e manipulação da própria vida,
inclusive a vida humana” (p.23). O projeto moderno de emancipação
e progresso pelo uso correto da razão começa a dar sinais de perigo
naquilo que lhe é mais nobre, ou seja, na busca por um ser humano
melhor e de uma sociedade mais justa, sendo necessário reorganizar
Capítulo dois: O Novo Contexto: “Pós- moderno”?
Este capítulo relata a compreensão sobre o debate de
modernidade/pós-modernidade, bem como as consequências/contribuições
para o projeto educativo, ético, político. Conquistar o progresso
com o uso adequado da razão, colocando sobre suspeita a ambição
política da construção de um ser humano melhor e uma sociedade
mais justa um aspecto que o autor considera
comum, em geral, entre eles: "Refiro-me à tese do fim da
história ou do fim do metarrelato ou, ainda, do projeto de
desenvolvimento do homem e da sociedade" (p.25). A crítica mais
radical vem de Lyotard, que considera o projeto moderno destruído e
liquidado, mas com isso abre-se a possibilidade para a multiplicidade
das vozes culturais espalhadas pelo planeta.
O texto concentra-se, entretanto, numa das
teses centrais dos pós-modernos, ou seja, a crítica às
metanarrativas ou ao fim da história. A preocupação passa a ser
com o aclaramento de posições de Habermas sobre a modernidade, que
diferenciam suas críticas daquelas apontadas por Lyotard. "Enquanto
Habermas segue defendendo (com correções de rota) a racionalidade
moderna, Lyotard entende que ela faliu" (p.30). Parece ser este
um dos principais empenhos do autor: evidenciar que Habermas "está
nitidamente preocupado em salvar a razão do relativismo consciente,
relativismo esse que significa, de imediato, abrir mão de qualquer
projeto emancipador para a sociedade.
O debate que envolveu e continua chamando a atenção de tantas personalidades importantes do mundo intelectual contemporâneo é que certamente seria apressado declarar o fim da história ou o esgotamento da racionalidade moderna, mas também, que é impossível passar ao longo das importantes e profundas transformações que estão ocorrendo no mundo contemporâneo que, se não configuram um novo paradigma de racionalidade, representam, contudo, interferências no mundo epistêmico das quais ainda nos é impossível imaginar todas as conseqüências. (p.35)
A aproximação cada vez maior ao pensamento de Habermas leva a considerações que, com certeza, não ocorreriam sob a inspiração de Lyotard, como por exemplo: "garantir ao ser humano a possibilidade de interferir e, porque não, orientar os rumos de sua história individual e coletiva", ou "defender a possibilidade da construção de um projeto social que, nascido do real e, portanto, sem recurso à metafísica, seja de corte tradicional ou moderno, arme um projeto para além dele que sirva de telos para a construção de uma sociedade melhor, mais justa, mais humana e feliz" (p.36). A temática, agora, é ético-política, uma vez que se trata de responder "se é possível encontrar princípios intra-subjetivos que sirvam de parâmetro de orientação da ação humana" (p.37).
Capítulo três: Tempos de Pós-modernidade?
No Capítulo III, o pensamento de Jürgen Habermas e de Gilles Lipovetsky, que teriam buscado uma saída para a questão acima. A ênfase está posta inicialmente na apresentação da tentativa de Habermas de superar o paradigma da filosofia da subjetividade e alcançar o da intersubjetividade. "A verdade, em última instância, não se fundamenta na subjetividade, mas na intersubjetividade" (p.40) e isto institui, no campo da ética, a ética do discurso, inserida, por sua vez, na Teoria da ação comunicativa.
A ação comunicativa permite a passagem da subjetividade para a intersubjetividade e, além disso, um relacionamento diferenciado com o mundo objetivo. É também pela ação comunicativa, a forma privilegiada de relacionamento entre as pessoas, que se pode questionar/validar valores ou normas e estabelecer sanções. A ação comunicativa permite explicitar as expectativas das pessoas umas com relação às outras e, a partir disso, fixar normas de comportamento, zelar pela sua manutenção e estabelecer formas de sanção. (p.43)
Habermas elaborou uma teoria social assentada na linguagem, "na interação linguisticamente mediada, uma teoria consensual da verdade e, finalmente, uma nova teoria moral, a ética discursiva" , segundo a qual a norma precisa ser justificada pelo melhor argumento racional e resultante de um processo dialógico-democrático, na pragmática histórica. Assim sintetiza o autor:(...) pode-se dizer que Habermas busca embasar as normas éticas, orientadoras da ação humana, num processo de discurso prático que, preservadas a sua peculiaridade e formas processuais de validação, tem o mesmo status epistêmico do discurso teórico (científico). A norma validada no processo do discurso prático deve permanecer estritamente no chão da história, transcendendo, porém, o particularismo ético, defendido pelos pós-modernos. (p. 42-48)
Para
a ética, resta saber em que fundamentar os novos códigos morais. As
alternativas apontadas por Habermas e Lipovetsky são bastante
distintas, pois o último tem por referência os pós-modernos. Do
ponto de vista da educação, tema abordado no quarto capítulo,
apresentam-se duas situações: a) a educação da modernidade rompeu
com os objetivos de conformar o ser humano com desígnios divinos
para tornar-se instrumento de aprimoramento da racionalidade. Com uma
alteração epistêmica de tal ordem impuseram-se novos métodos,
novos conhecimentos e novas formas de aprender. b) Ocorreu,
entretanto, com o desenvolvimento da classe burguesa dominante, a
transformação da razão libertadora e emancipadora em instrumento
dos seus interesses políticos, de poder, conservadores e opressores.
"O ideal da formação do cidadão, homem emancipado e livre,
através da razão, transformou-se no 'ideal' do homem submisso à
ordem burguesa e aos seus interesses, disposto a aceitar as regras do
mercado e a instrumentalização do ser humano a seu serviço"
(p.61).
O
contexto para a educação, segundo Goergen, está na ambigüidade
do contexto atual e no âmbito do debate que travam os defensores da
modernidade e os pós-modernos. Se os pós-modernos estiverem fazendo
uma leitura adequada da história, que conseqüências deverão advir
para a educação? A resposta a esta pergunta é buscada no âmbito
da própria ambigüidade anunciada, ou seja: tanto falta fundamento à
tese do fim da história dos pós-modernos, como também é palpável
o debilitamento da validade dos supostos modernos.
O que, na verdade, parece estar ocorrendo, pelo menos no campo da educação, é a defesa de um discurso (pós-moderno), supostamente fundado numa nova realidade que declara superadas as premissas epistêmicas da modernidade, mas que não perde tempo em conferir se na educação é efetivamente esta a situação que se vive e nem se preocupa com as conseqüências práticas de suas formulações. De fato, embora o cenário educativo esteja se transformando no sentido de estar abrindo mão de um projeto verdadeiramente formativo, não me parece concluir da constatação desta, diria, patologia, o desvanecimento de seus fundamentos racionais. (p.69)
Com
esta tomada de posição o autor lança-se, nas páginas seguintes,
ao exercício de promover uma interlocução entre modernidade e
pós-modernidade, e alguns de seus reflexos na atual crise da
educação. É uma interlocução permeada de indagações e com
ensaios de reflexão, na qual se pontuam a crise da educação, a
crise dos valores e da ética, no seu relacionamento com as condições
do capitalismo hoje e também com o pensamento neoliberal. Tudo muito
oportuno para os debates travados na atualidade.
Para
Goergen, há perspectivas. Alicerçando-se no pensamento de Habermas,
explicita a possibilidade de uma forma nova de educação ética das
novas gerações, como processo social e com base na razão
comunicativa. À educação cabe sensibilizar as novas gerações
para o problema da ética como fundamento da vida humana e ajudá-las
a formar competências para que possam participar ativamente desse
seu processo de formação. Mas esta não é uma tarefa somente da
escola e sim de toda a sociedade.
Finalmente,
dada a complexidade das transformações epistêmicas, éticas,
estéticas e de toda ordem que acontecem nos dias de hoje, "A
pergunta que ainda carece de resposta é: como educar hoje?"
(p.90).
Pensar
na educação
Pensar
na educação vai muito além dos referenciais teóricos, dos amparos
legais e outros, esses são necessários de certa forma, mas hoje
precisamos organizar/pensar em propostas que venham ao encontro do
aluno, a maior responsabilidade dos setores que envolvem a educação
a nível nacional, pois a
educação não se restringe a aprender alguma coisa mecanicamente,
ela é um processo de construção e transformação do
conhecimento,pode -se chamar de escola, o lugar onde há encontro
humano, nesse sentido o ambiente pedagógico tem de ser o lugar de
fascinação e inventabilidade. Onde educar seja uma ação
efetivamente compartilhada entre as pessoas construindo a
participação, a solidariedade e o conhecimento interpessoal.
O ser humano tem seu
comportamento alimentado pela aquisição, através da construção e
reconstrução do conhecimento, do fazer e do saber que lhe permite
transceder. A aquisição ocorre através de maneiras, modos
técinicas ouantes de explicar, conhecer, entender, lidar, conviver,
com a realidade natural e sócio-cultural no qual o indivíduo está
inserido.
As diferenças existentes no meio social com influência do
modernismo de certa forma atingiram o espaço escolar, ou é
necessário redesenhar políticas, sociais e culturais do
modernismos. É necessário entender que o humano e a
história se relacionam constantemente, tanto Habermas quanto Lyatard
expões esse pensamento.
No entanto, GOERGEM pensa que essas mudanças interferem
sim na sociedade, mas não podemos perder de vista a
possibilidade/garantia do ser humano em interferir e orientar os
rumos de sua história individual e coletiva. Entende-se que o eixo
central que embasa o debate entre modernos e pós-modernos é a
temática ética-política. Ao
reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino
evidenciam a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias
e criar alternativas para superá-las, assume espaço central no
debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola.
A
partir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais
a organização de escolas passa a ser repensada, implicando uma
mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos
tenham suas especificidades atendidas. A
aprendizagem precisa estender-se ao longo da vida, como necessidade
para gerar a evolução e isso implica numa ávida procura de
informação e sua necessária transmutação em conhecimento.
Referência bibliográfica
GOERGEN, Pedro.Pós-modernidade,
ética e educação.-2ª.ed.
revista-Campinas, SP: autores associados, 2005.-(Coleção polêmicas
do nosso tempo;79)
SANFELICE,
José Luís.
Pós-modernidade,ética
e educação.
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